quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

AGACHAMENTO

O MITO DOS 90°



 O agachamento é um dos exercícios mais completos que podem ser realizados dentro das academias, pois envolve um elevado número de articulações e músculos, consistindo em um excelente meio de fortalecer a musculatura da coxa, do quadril e outros inúmeros coadjuvantes que atuam na realização do movimento. Estes e outros fatores levam treinadores e atletas do mundo todo a referirem a ele como o "rei dos exercícios". Além disso, sua execução é extremamente funcional, pois usamos esse tipo de movimento constantemente em nossas atividades diárias como, por exemplo, sentar e levantar de uma cadeira ou pegar um objeto no chão. Mesmo assim, ainda há quem o proíba ou restrinja seu uso sem uma explicação plausível, principalmente limitando sua amplitude em 90° de flexão dos joelhos. Jamais devemos esquecer que nossas estruturas musculares e articulares adaptam-se de forma extremamente específica aos movimentos. Por exemplo, indivíduos que utilizam amplitudes muito curtas podem se lesionar em uma atividade cotidiana pelo simples fato de não treinar um determinado ângulo de movimento. Neste sentido, a limitação da amplitude do agachamento, além de reduzir a eficiência do exercício, pode diminuir a funcionalidade em movimentos do dia a dia como, pegar um objeto pesado no chão.
    Este texto trata do verdadeiro agachamento que muitos chamam de agachamento profundo.
 
Joelho

    A tentativa de condenar agachamentos foi iniciada com um estudo militar dos anos 1960, o qual sugeriu danos às estruturas articulares devido à realização deste exercício. Porém o estudo tinha pára-quedistas em sua amostra, uma população exposta a lesões devido à suas atividades diárias, o que não foi levado em consideração.
    Segundo alguns conceitos, o agachamento profundo é perigoso porque ao flexionar o joelho em ângulos maiores que 90° aumenta-se perigosamente a tensão na patela, de modo que este movimento deveria ser abolido. A maioria dos "especialistas", porém, analisa o agachamento pensando somente no quadríceps e se esquecem que na fase profunda do movimento os músculos posteriores da coxa são fortemente ativados ajudando a neutralizar a temida tensão exercida na patela.
     Já foi afirmado em alguns estudos que as estimativas de valores altos da "tensão" em ligamentos e ossos verificados nos agachamentos, eram devidos aos modelos biomecânicos que foram utilizados. Desta forma, deve-se analisar com cautela as pesquisas anteriores a 1998 sobre o tema (ESCAMILA, 1998).
    Um estudo feito por ISEAR et al em 1997 concluiu que durante o agachamento, os isquiotibiais produzem uma força vetorial direcionada para trás, compensando a atuação do quadríceps, em um processo denominado co-contração, que contribui para estabilizar os joelhos durante o movimento. Estudos de curto e longo prazo não verificaram frouxidões, instabilidades ou lesões nos joelhos após a realização de um treino de agachamentos (NEITZE et al, 2000; MEYERS, 1971; PANARIELLO et al, 1994).
    Já em 1971, MEYERS conduziu um estudo de 8 semanas, evolvendo agachamentos profundos e paralelos em diferentes velocidades e verificaram que nenhuma das variações afeta a estabilidade dos joelhos.     PANARIELLO et al em 1994, analisaram os efeitos de um treino de agachamentos na estabilidade dos joelhos de jogadores de futebol americano. Ao final de 21 semanas, não foi detectado nenhum prejuízo na estabilidade dos joelhos. É importante ressaltar que levantadores de peso, tanto olímpicos quanto basistas, realizam agachamentos com amplitude completa e sobrecargas elevadíssimas e possuem os joelhos mais estáveis que a grande maioria dos indivíduos (CHANDLER et al 1989).
    Em 1961, KLEIN afirma que o agachamento profundo afetaria negativamente a estabilidade dos joelhos. Porém, para chegar a esta conclusão o autor analisou diferentes grupos de atletas e depois procurou dar suporte às suas conclusões através de análises cadavéricas. Segundo o autor, os ligamentos colaterais ficam expostos a tensão excessiva durante o agachamento profundo, além de ocorrer uma rotação natural do fêmur sobre a tíbia que poderia causar compressão dos meniscos, relato também usado por RASCH para condenar o agachamento profundo. Porém a significância destes fatos e sua ocorrência não foram verificadas in vivo.

Ligamento cruzado anterior

    Em pesquisa realizada por YACK et al 1993 concluiu-se que o agachamento minimiza a tendência de deslocamento anterior da tíbia, sendo mais indicado, em comparação com a mesa extensora diante de lesões no ligamento cruzado anterior.

    Diversos autores também corroboram com essa afirmação, é o caso de um estudo feito por MORE et al (1993) no qual, se concluiu que os isquiostibiais atuam sinergisticamente com o ligamento cruzado anterior na estabilização anterior do joelho durante a realização do agachamento, o que levou os autores a considerarem esse exercício útil na reabilitação de lesões no ligamento cruzado anterior. De acordo com ESCAMILLA (2001) o agachamento produz menor tensão nesta estrutura que atividades consideradas seguras, como a caminhada. Durante o agachamento, a tensão no ligamento cruzado anterior só é significativa entre 0 e 60° de flexão, sendo que seu pico mal atinge ¼ da capacidade deste ligamento resistir a tensão (+/- 2000 N), mesmo com cargas superiores a 200 quilos (NISSEL & EKHOLM, 1986).

Ligamento cruzado posterior

    MACLEAN et al em 1999 analisaram dois grupos: um composto por indivíduos sedentários saudáveis, e outro por atletas lesionados no ligamento cruzado posterior. O objetivo foi verificar se um treino de agachamento era eficaz na melhora da função, ganho de força e sintomatologia (no caso dos indivíduos com lesão). Depois de 12 semanas, observou-se aumento de funcionalidade no grupo lesionado, concluindo que o treinamento de agachamento é viável para reabilitar insuficiências crônicas do ligamento cruzado posterior. Dificilmente será imposta ao ligamento cruzado posterior uma tensão maior que sua capacidade, tendo em vista que mesmo ao realizarmos agachamentos profundos com mais de 380 quilos, não se chega nem a 50% de sua capacidade de suportar tensão (RACE & AMIS, 1994).

Patela

    Em 2000 WITVROUW et al compararam a eficiência dos exercícios de cadeia cinética fechada (agachamento) com os de cadeia cinética aberta (extensora de perna) no tratamento de dores patelofemorais. De acordo com os dados, apesar de ambos os protocolos serem eficientes, os melhores resultados foram proporcionados pelos exercícios de cadeia cinética fechada. A tração do tendão patelar chega a 6000N em 130° de flexão de joelhos com um agachamento de 250 quilos (NISSEL & EKHOLM, 1986), cerca de 50% do valor máximo estimado para esta estrutura, que varia de 10000 a 15000 N (ESCAMILLA 2001).

Forças compressivas

    As forças compressivas chegam próximas a 8000 N durante o agachamento com cargas elevadas (250 a 382,50 kg), sendo praticamente a mesma nos ângulos entre 60 a 130 de flexão de joelhos (NISSEL & EKHOLM, 1986), porém ainda não foi estudado um valor limite. Deve-se lembrar, no entanto, que da mesma forma que a compressão excessiva pode ser lesiva para meniscos e cartilagens, elas têm um papel importante na estabilidade dos joelhos (NISSEL & ELKHOLM, 1986; MARKOLF et al, 1981; SHOEMAKER & MARKOLF, 1985; YACK et al, 1994. ZHENG et al, 1998, verificaram o pico de força compressiva patelofemoral no agachamento, cerca de 3134 N, no leg press, 3155 N e na extensão 3285 N, não havendo diferença estatística entre os exercícios. Os autores alertaram que estudos anteriores superestimavam as forças compressivas patelofemorais por não levar em conta a co-ativação dos antagonistas, e a curva de comprimento-tensão.

Considerações finais

    As forças tensionais e compressivas desse tipo de exercício estão totalmente dentro de nossas capacidades fisiológicas e articulares. Se durante os treinos forem respeitados os fundamentos científicos que norteiam o treinamento de força com ênfase na técnica perfeita de execução, com certeza certamente as estruturas ósseas e articulares estarão sendo preparadas para isso. - Não podemos generalizar e deixar que todos os indivíduos realizem a prática indiscriminada de agachamentos. Em casos de lesões o ideal é fazer um tratamento no qual, profissionais de ortopedia e educação física trabalhem juntos analisando cada caso.- Para realização do movimento completo (agachar mais profundo), é inevitável que se use uma menor quantidade de peso (sobrecarga absoluta), sendo assim, por mais que haja maior tensão nas estruturas do joelho e coluna para a mesma carga, deve-se perguntar até que ponto isto é significativo em relação à sobrecarga utilizada e, principalmente, em relação ao trabalho da musculatura da coxa e quadril?     Devemos ter em mente que, quando se agacha com amplitude limitada, se usa cargas bem mais altas, o que pode levar a um aumento ainda maior das forças tensionais e compressivas.- A amplitude do agachamento é muito importante, pois conforme se aumenta à flexão do joelho "profundidade" aumentam-se as ações musculares. O que não pode acontecer é o individuo, durante a fase excêntrica (principalmente quando o ângulo começa a ficar menor que 90 graus), deixar o movimento "despencar", pois, desta forma, as tensões que deveriam estar sobre a musculatura, irão se incidir nas estruturas articulares do joelho (ESCAMILA et al, 2001). –
    Parece que o ângulo de 90 graus, sugerido por diversos autores e treinadores, foi criado pela imaginação destas pessoas. Uma vez que grande parte dos estudos e recomendações limitando o movimento, se referem ao "agachamento paralelo" que é realizado até que as coxas fiquem paralelas ao solo, o que gera amplitudes maiores que 90 graus de flexão dos joelhos. Portanto, não se fixe a este ângulo! - Aumento no torque, tensão e força não significa que este exercício necessariamente seja perigoso ao joelho, mas sim, que esses parâmetros aumentaram, e só.
    As análises feitas com agachamentos profundos, pelo que consta, não demonstram nenhum prejuízo para o joelho. As lesões geralmente são causadas pela combinação de 4 variáveis: volumes altos, excesso de peso, overtraining e técnica inapropriada. Com treinos progressivos e inteligentes, o agachamento profundo certamente é seguro e eficiente.

Autores:
Elke Oliveira & Paulo Gentil.

Referencias Bibliográficas
1. CHANDLER TJ, WILSON GD, STONE MH The effect of the squat exercise on knee stability. Med Sci Sports Exerc 1989 Jun;21(3):299-3032. ESCAMILLA RF, FLEISIG GS, ZHENG N, BARRENTINE SW, WILK KE, ANDREWS JR Biomechanics of the knee during closed kinetic chain and open kinetic chain exercises. Med Sci Sports Exerc 1998 Apr;30(4):556-69 3. ESCAMILLA RF. Knee biomechanics of the dynamic squat exercise Med Sci Sports Exerc 2001 Jan; 33(1):127-41 4. ISEAR JA, ERICKSON JC, WORRELL TW. EMG analysis of lower extremity muscle recruitment patterns during an unloaded squat. Med Sci Sports Exerc 1997Apr;29(4):532-9 5. KLEIN KK. The deep squat exercise as utilizaed in weight training for athletes and its effectos on the ligaments of the knee. JAPMR 15(1):6-11, 1961. 6. MACLEAN CL, TAUNTON JE, CLEMENT DB, REGAN WD, STANISH WD. Eccentric kinetic chain exercise as a conservative means of functionally rehabilitating chronic isolated insufficiency of the posterior cruciate ligament. Clin J Sport Med 1999 Jul;9(3):142-50 7. MARKOLF KL, BARGAR WL, SHOEMAKER SC, AMSTURZ HC. The role of joint load in knee stability. J bone Joint Surg 63:570-585, 1981. 8. MEYERS EJ. Effect of selected exercise variables on ligament stability o fthe knee Res Q 49:411-422, 1971 9. MORE RC, KARRAS B, NEIMAN R, FRITSCHY D, WOO S & DANIEL D Hamstrings-an anterior cruciate ligament protagonist. An in vitro study. Am J Sports Med 1993 Mar-Apr; 21(2): 231-7 10. NEITZEL, J.A., & DAVIES, G.J. The Benefits and Controversy of the Parallel Squat in Strength Traing and Rehabilitation. "Strength and Conditioning Journal". Vol 22(3):30-37,2000 11. NISSEL R, & EKHOLM J. Joint load during the paralel squat in powerlifting and force analysis of in vivo bilateral quadríceps tendon rupture. Scand J Sports Sci, 8(2):63-70, 1986. 12. PANARIELLO RA, BACKUS SI, PARKER JW. The effect of the squat exercise on anterior-posterior knee translation in professional football players. Am J Sports Med 1994 Nov-Dec;22(6):768-73 Sports Medicine, Performance, and Research Center, Hospital for Special Surgery, New York, NY 10021 13. RACE A & AMIS AA. The mechanical properties of the two bundles of the human posterior cruciate ligament. J Biomech 27:13-24, 1994. 14. RASCH PJ Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 1989 15. SHOEMAKER SC & MARKOLF KL. Effects of joint load on the sriffness and laxity of ligamen-deficient knees: an in vitro study of the anterior cruciate and medial collateral ligaments. J Bone Jont Surg 67:136-146, 1985. 16. WITVROUW E, LYSENS R, BELLEMANS J, PEERS K, VANDERSTRAETEN G. Open Versus Closed Kinetic Chain Exercises for Patellofemoral Pain. A Prospective Randomized Study American Journal of sports and Medicine Volume 28, Number 5, September/October 2000 17. YACK HJ, COLLINS CE, WHIELDON TJ. Comparison of closed and open kinetic chain exercise in the anterior cruciate ligament-deficient knee. Am J Sports Med 1993 Jan-Feb;21(1):49-54 18. YACK HJ, WASHCO LA, WHIELDON T. Compressive forces as a limiting factor of antgerior tibial translation in the ACL-deficient knee. Clin J Sports Med 4:233-239, 1994. 19. ZHENG N, FLEISIG GS, ESCAMILLA RF, BARRENTINE SW. An analytical model of the knee for estimation of internal forces during exercise. Journal of Biomechanics 31 (1998) 963-967

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SOMATOTIPO


A musculação é hoje em dia um dos meios de prevenir doenças crônico-degenerativas e manter uma vida ativa. Exercícios de resistência ajudam a modificar favoravelmente a
Composição corporal e proporcionar o aumento da massa muscular.

Mas nem todas as pessoas terão a mesma facilidade para perder peso ou aumentar o volume muscular em função de suas características físicas (genética).
Como saber então o tipo físico de cada pessoa para identificar se existe facilidade ou não para chegar ao objetivo estético almejado?


Segundo (MARINS, 2003) O somatotipo é uma técnica de classificação corporal.

Sheldon, dividiu a estrutura física do ser humano em três condições diferenciadas:

Endomorfia (adiposidade),
Mesomorfia (muscularidade)
 Ectomorfia (magreza)

A partir do trabalho de Sheldon, Heath & Carter desenvolveram um modelo para avaliação do somatótipo, que pode ser empregado tanto em homens quanto em mulheres.

IMC


 ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

O índice de massa corporal (IMC) é uma medida internacional usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal, ou seja, Avalia a proporcionalidade entre o peso e altura corporal.
        O IMC é determinado pela divisão da massa do indivíduo pelo quadrado de sua altura, onde a massa corporal está em quilogramas e a altura está em metros.
PESO CORPORAL:

Não fique preocupado se o peso corporal oscilar durante o dia: Após ingerir alimentos ou líquidos o peso se eleva; ao transpirar ou realizar atividades físicas o peso cai em função da perda de líquidos corporais.

O peso ou massa corporal é formado por inúmeros órgãos, tecidos e resíduos, mas para melhor compreensão fica formalizado o seguinte:

Peso corporal é a soma de: PESO MUSCULAR + PESO DE GORDURA + PESO ÓSSEO + PESO VISCERAL (RESIDUAL).

IMC
=
PESO


ALTURA²

        EX. Um Jovem adulto de 23 anos, entrou na farmácia e subiu na balança para verificar seu peso. Espantado ele ficou, quando viu que a máquina marcava 55 Kg. Sabendo que sua altura é 1,81 m, decidiu mudar seus hábitos alimentares e se matricular na academia Point PARA GANHAR MASSA MUSCULAR.
 Fazendo o cálculo do IMC descobrimos o motivo de seu espanto.

IMC= 55/1,81 x 1,81 
IMC= 55/3,27 
IMC= 16,81 Kg/m²

De acordo com a tabela de classificação este jovem está no estado de Magreza.

Tabela

< 20 - Magreza
20 a 24,99 - Saudável
25,0 – 29,99 - Peso em excesso
30,0 – 34,99 - Obesidade Grau I
35,0 – 39,99 - Obesidade Grau II (severa)
≥ 40,0 - Obesidade Grau III (mórbida)


VANTAGENS DE APLICAÇÃO

1.    Rápida aplicação e diagnóstico do resultado.
2.    Utilização de materiais simples como: fita métrica, régua e balança.

DESVANTAGEM DE SUA APLICAÇÃO

        Por não levar em consideração a composição corporal, podemos fazer uma errada classificação do que realmente o indivíduo representa.

        O IMC deve, portanto, ser aplicado em pessoas sedentárias o que demonstraria melhor confiabilidade.

        O IMC também não é aplicável para crianças, pois precisa de gráficos específicos.

        Não é aplicável para idosos, para os quais se aplica classificação diferenciada.
        Também não se aplica com confiabilidade aem determinados grupos étnicos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MATÉRIA DO PRIMEIRO ANO 3° BIM (T. 1001-1003-1004) 1ª AULA

SEDENTARISMO


    Quando se fala em atividade física, ela não está necessariamente apenas na prática de esportes. As atividades físicas podem ser caminhada até o trabalho, subir escadas, realizar alguns esforços físicos ou até mesmo as donas de casa, que de certa forma fazem esforços, limpando suas casas.
 
 
CONCEITO
 
 
     O sedentarismo pode ser definido como falta de atividade física suficiente e pode afetar a saúde da pessoa.
    O sedentarismo acontece quando a pessoa gasta poucas calorias diárias com atividades físicas.
caracteriza-se como sedentário, quem não realiza atividade extra no dia a dia, o que em um adulto corresponde a um gasto energético abaixo de 2500 kcal por semana.
l    Sedentarismo é o hábito de substituir movimentos básicos como correr, caminhar, carregar, pelos movimentos dos dedos com controle remoto, escada rolante, computador, carro... 
 
 
O CORPO HUMANO
 
 
     É uma máquina incrível que foi feita para trabalhar. Todas as partes são móveis, auto lubrificantes que desempenha inúmeras funções mecânicas e orgânicas.
     Sem movimento a máquina emperra e não funciona. 
 
 
HIPERTROFIA VS HIPOTROFIA
      O movimento estimula o músculo, que mantém seu tônus e preserva sua massa.
  • Sê treinado pode desenvolver em volume (hipertrofia). 
  • Sê estagnado ou inativo, a massa muscular diminui (hipotrofia)! 
 
OMS
       O Sedentarismo foi eleito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como um dos principais inimigos da saúde pública, responsável pelo: AUMENTO DO RISCO DE MORTES POR TODASA AS CAUSAS.
Estima-se que a inatividade física seja responsável por 2 milhões de mortes por ano em virtude de sua influência na ocorrência de doenças. 
 
 
AGRAVANTES
As doenças mais comumente causadas ou agravadas pelo sedentarismo são as: 
 
  • CORONARIANAS 
 
  • OBESIDADE 
 
  • HIPERTENSÃO 
 
  • DIABETES 
 
  • DEPRESSÃO 
 
         Dentre os fatores de riscos para problemas cardíacos, o sedentarismo é o um dos mais evitáveis.

     O colesterol alto, Gordura sanguínea, diabetes e estresse são amenizados com a prática de exercícios físicos regulares.

        O sendentarismo é responsável por 54% do risco de morte por infarto e 50% do risco de morte por Acidente vascular cerebral.
  

        “A falta de atividade física destrói a boa condição de qualquer ser humano, enquanto o movimento e o exercício físico metódico o salva e o preserva.”
Platão ( 428 a.C. – 348 a.C.)
 
RUIM PARA O GORDO E PARA O MAGRO
 
      Não é o peso corporal nem as medidas das Circunferências do corpo que dizem quão saudável uma pessoa é. Muitas vezes um corpo magro está com uma porcentagem de gordura alta demais e paouca massa muscular.

     As medidas nem a balança não acusam os níveis de colesterol, açúcar do sangue...
 
SEDENTARISMO NA INFÂNCIA
 
      O computador, a televisão, o video game, são inovações tecnológicas que favorecem a antecipação de problemas de saúde que antes era exclusivos de adultos.
     A obesidade infantil tem crescido escala preocupante no Brasil aumentando o desenvolvimento de doenças relacionadas.
  Quem foi sedentário na infância/adolêscência costuma trazer para maturidade as heranças da inatividade.
Adultos que são ativos, muitas das vezes foram ativos a infância.
Adultos obesos geralmente foram adolescêntes obesos.
 
     O corpo a hábitos mantidos por muito tempo, e para sair deste, existe a exigência de um esforço muito grande.
É tão difícil quanto se livrar do vício do cigarro. 
 
 
ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL
 
 
     Por muito tempo acreditou-se que a velhice era uma doença incurável. Issa baseava-se n na incidência elevada de doenças em indivíduos da chamada terceira idade. 
 
48% artrite
36% Hipertensão
32% doenças cardíacas
11% Diabetes 
 
      Hoje sabe-se que o envelhecimento depende de fatores genéticos e estilo de vida. E a pratica regular de exercícios são um dos principais hábitos que prologam a juventude.
  
 
SEDENTÁRIO VS PESSOA ATIVA


      A principal diferença, muitas das vezes não está a olho nu, está por baixo da “pele”.
  • Quem pratica atividades tem o coração mais eficiente.
  • Possui mais resistência muscular e respiratória.
  • Possui mais força, e lubrificação das articulações.
 
      O coração da pessoa ativa bate menos vezes, pois é mais eficiente em jogar sangue para os tecidos.
A pessoa ativa rende melhor no trabalho, está mais preparado para desafios 
 
 
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA
 
 
Reduz o risco de morrer prematuramente.
Reduz o risco de morrer de doença cardiovascular.
Diminui o risco de desenvolver diabetes.
Reduz o risco de desenvolver pressão alta.
Ajuda a diminuir a pressão sanguínea.
Diminui os sentimentos de ansiedade e depressão.
Ajuda a controlar o peso corporal.
Ajuda a manter ossos, músculos e articulações saudáveis.
Ajuda idosos a ficarem mais fortes e mais capazes de mover sem cair.
Promove o bem-estar psicológico. 
 
 
DICAS PARA EVITAR O SEDENTARISMO
lCorrer, caminhar, pedalar, nadar, jogar bola com os amigos;
fazer alguns esforços no dia a dia, desçer do ônibus alguns pontos antes e completar o percurso fazendo caminhada; deixar o controle remoto de lado e levantar para mudar o canal da TV; procurar subir as escadas ao invés de usar o elevador, etc;
l   Essas são formas de se evitar o sedentarismo, além de fazer muito bem à saúde. São pequenas mudanças da vida moderna e que não percebemos que podem fazer a diferença. 
 
O ideal é apenas mudar os hábitos do dia a dia e mesmo sem tempo ou dinheiro você consegue ter uma vida mais saudável.
 

 
 

 
 

TRABALHO 2ª CHAMADA PARA 3° ANO

1) RESPONDA AS SEGUINTES QUESTÕES
  1. QUAL A SUTIL DIFERENÇA ENTRE LUXAÇÃO E ENTORSE ?
  2. QUAIS AS MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS QUE DEVEMOS TER COM UMA PESSOA QUE TEVE O OMBRO LUXADO?
  3. POR QUE A FRATURA EXPOSTA É MAIS PERIGOSA QUE A FRATURA FECHADA EM RELAÇÃO AO RISCO DE MORTE?
  4. O QUE NÃO SE DEVE FAZER AO VER UMA VÍTIMA NO CHÃO COM TRAUMAS  E HEMORRAGIAS APÓS ATROPELAMENTO?
  5. QUANDO DEVEMOS APLICAR OS PRIMEIROS SOCCOROS?
  6. O QUE É ERGONOMIA?
  7. QUAL A DIFERENÇA ENTRE LER E DORT?
  8. CITE 3 EXAMES PARA DIAGNOSTICAR LER-DORT
  9. CITE 3 MEIOS DE PREVENÇÃO DE LER-DORT
  10. CITE 3 TRATAMENTOS PARA LER DORT
2) FAÇA UM RESUMO MANUSCRITO QUE CONTENHA TODA A MATÉRIA DAS DUAS AULAS, COM MÍNIMO DE 20 LINHAS E MÁXIMO DE 50 LINHAS.

3) PRAZO PARA ENTREGA 22 DE SETEMBRO. APÓS O PRAZO OS TRABALHOS NÃO SERÃO  ACEITOS  FICANDO O ALUNO COM ZERO.

MATÉRIA DO TERCEIRO ANO 3° BIM (T. 3001/3003) 2ª AULA

ERGONOMIA

CONCEITO 
    A ergonomia é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Em termos práticos, é a relação do trabalhador com suas ferramentas de trabalho.
BASES
     A ergonomia baseia-se em muitas disciplinas em seu estudo dos seres humanos e seus ambientes, incluindo antropometria, biomecânica, engenharia, fisiologia e psicologia
n    No Brasil, a formação em Ergonomia tem como ponto de partida alguns conteúdos no ensino técnico nos cursos de Desenho Industrial (Design) e Engenharia de Produção. Ela ocorre de forma mais efetiva através de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu).
nOs programas destes cursos de especialização normalmente incluem conhecimentos básicos em Psicologia Sensorial, Cognitiva e Social, em Antropometria e Biomecanica, em Fisiologia Humana e do Trabalho 
ÁREA
nERGONOMIA DIVIDE-SE EM ÁREA FÍSICA, COGNITIVA E ORGANIZACIONAL. 
FÍSICA
n      Que lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica. Tópicos relevantes incluem manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do trabalho e fatores tais como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada com lesões músculo-esqueléticas. (veja lesão por esforço repetitivo).
COGNITIVA
    Também conhecida engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais como percepção, atenção, cognição, controle motor e incluem carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação humano-computador e treinamento.
ORGANIZACIONAL
n    Ou macro ergonomia, relacionada com a otimização dos sistemas socio-técnicos.
nTópicos relevantes incluem trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética.
APLICAÇÕES
n   Assuntos de ergonomia também aparecem em sistemas simples e em produtos de consumo. Alguns exemplos incluem telefones celulares e outros dispositivos computacionais manuais que continuam diminuindo de tamanho e se tornando cada vez mais complexos. Milhares de gravadores aparelhos continuam piscando “12:00” em todo o mundo, porque poucas pessoas conseguem descobrir como programá-los, ou relógios despertadores que permitem usuários sonolentos inadvertidamente desligar o alarme quando pretendiam somente silenciá-lo momentaneamente. Sua  usabilidade ajuda a melhorar o ajuste entre usuário e sistema
LERDORT
n    O termo LER é a abreviatura de Lesões por Esforços Repetitivos e consiste em uma entidade, diagnosticada como doença, na qual movimentos repetitivos, em alta freqüência e em posição ergonômica incorreta, podem causar lesões de estruturas do Sistema tendíneo, muscular e ligamentar

nDORTDoenças Osteoarticulares Relacionadas ao Trabalho 

SINTOMAS

nDor localizada, irradiada ou generalizada,
nDesconforto,
nFadiga,
nSensação de peso,
nFormigamento,
nDormência,
nSensação de diminuição de força,
nInchaço,
nEnrijecimento muscular,
nChoques nos membros e
nFalta de firmeza nas mãos. 

FATORES CAUSADORES

n Posto de trabalho que force o trabalhador a adotar posturas, a suportar certas cargas e a se comportar de forma a causar ou agravar afecções músculo-esqueléticas.
n
nExposição a vibrações de corpo inteiro, ou do membro superior, podem causar efeitos vasculares, musculares e neurológicos.
n
nExposição ao frio pode ter efeito direto sobre o tecido exposto e indireto pelo uso de equipamentos de proteção individual contra baixas temperaturas (ex. luvas).
 
TRATAMENTO
nO tratamento da LER – DORT têm início após um diagnosticado correto e deve buscar uma abordagem integrada, ao invés de tratar somente a sintomatologia:
n
nMedidas ergonômicas
nExercícios físicos .
nFisioterapia
nMedicamentos antiinflamatórios e analgésicos
nMedicamentos corticóides
nMedicamentos antidepressivos
nIntervenção cirúrgica é indicada para casos associados a mal formações e deformidades ósteo-musculares irreversíveis ao tratamento medicamentoso. 

PREVENÇÃO 

nIdentifique tarefas, ferramentas ou situações que causam dor ou desconforto.
nFaça revezamento nas tarefas.
nFaça pausas obrigatórias de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados, evitando ultrapassar 6 horas de trabalho diário de digitação.
nDiante dos sintomas de dor ou formigamento nos membros superiores, procure um médico.
nProcure conhecer os recursos de conforto do seu posto de trabalho.
nProcure adotar as posturas corretas.
nLevante-se de tempos em tempos, ande um pouco, espreguice-se, faça movimentos contrários àqueles da tarefa.
 
 
 

MATÉRIA DO TERCEIRO ANO 3° BIM (T. 3001/3003) 1ª AULA

NOÇÕES BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS
 (LESÕES ÓSTEO ARTICULARES)


A IMPORTÂNCIA DOS PRIMEIROS SOCORROS
nA grande maioria dos acidentes poderia ser evitada, porém, quando eles ocorrem, alguns conhecimentos simples podem diminuir o sofrimento, evitar complicações futuras e até mesmo salvar vidas .
nCORRIMÃO NA ESCADA
nISOLAR TOMADAS DAS CRIANÇAS
nSINTO DE DEGURANÇA
nMEDICAMENTOS...

O fundamental é saber que, em situações de emergência, deve se manter a calma e ter em mente que a prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico.
  

nO artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime

O QUE SÃO PRIMEIROS
 

nComo o próprio nome sugere, são os procedimentos de emergência que devem ser aplicados à uma pessoa em perigo de vida, visando manter os sinais vitais e evitando o agravamento, até que ela receba assistência definitiva.
 

QUANDO DEVEMOS PRESTAR SOCORRO?
 
nSempre que a vítima não esteja em condições de cuidar de si própria.
nTransmita confiança, tranqüilidade, alívio e segurança aos acidentados que estiverem conscientes, informando que o auxílio já está a caminho.

nAja rapidamente, porém dentro dos seus limites.
nApesar da gravidade da situação devemos agir com calma, evitando o pânico.
nUse os conhecimentos básicos de primeiros socorros.
nÀs vezes, é preciso saber improvisar.
  
CONTUSÃO

nÉ uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. Pode apresentar sinais semelhantes aos da fratura fechada. Se o local estiver arroxeado, é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma).
n
O QUE FAZER?

nSe a contusão for recente ( topada, torcer o pé, sofrer pancadas no braço, perna...) recomenda-se colocar gelo sobre a região ( 20 minutos), pois o frio é anestésico, contrai os vasos sanguíneos diminuindo o inchaço e a dor.
nSe a lesão for antiga*, a compressa de água quente é recomendável, pois o calor relaxa a musculatura.
  
FRATURAS

nÉ a perda de continuidade de um osso, ou seja, é a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte, uma queda ou esmagamento. 
TIPOS DE FRATURAS

nHá vários tipos de fraturas, porém duas serão destacadas:
nAs fechadas e as expostas.
FRATURA FECHADA
nDor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação.
nIncapacidade de movimentar a parte afetada, além do adormecimento ou formigamento da região.
nInchaço e pele arroxeada, acompanhado de uma deformação aparente do membro machucado. 
FRATURA EXPOSTA

nOcorre quando há lesão do tecido mole ( músculos e pele) promovendo a comunicação do osso com o meio externo . Estando sujeito ao risco iminente de infecções por germes. 
O QUE FAZER

nSolicite assistência médica, enquanto isso, mantenha a pessoa calma e aquecida.
nVerifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea.
nImobilize o osso ou articulação atingida, com uma tala.
nMantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço, a dor e a progressão do hematoma.
n
O QUE NÃO FAZER
nNão movimente a vítima até imobilizar o local atingido.
nNão dê qualquer alimento ao ferido, nem mesmo água. 
OBSERVAÇÃO
nNão desloque ou arraste a vítima até que a região suspeita de fratura tenha sido imobilizada, a menos que a vítima se encontre em iminente perigo.
LUXAÇÃO
nÉ o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação. Os primeiros socorros são também semelhantes aos da fratura fechada. Lembre-se de que não se deve fazer massagens na região, nem tentar recolocar o osso no lugar. 
ENTORSES
nÉ a separação MOMENTÂNEA das superfícies ósseas na articulação. 
COMO SE MANJIFESTA
nDor intensa à movimentação e edema (inchaço) local. 
COMO PROCEDER
nEvite movimentar a região atingida e aplique compressas geladas ou saco de gelo no local lesado, até posterior orientação médica.
nImobilize o local.
nCuidados: O calor aumenta a dor e o inchaço, portanto nada de aplicar nada quente sobre a região afetada. 
COMO IMPROVISAR UMA TALA
nAmarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície, como uma tábua, revista dobrada, vassoura ou outro objeto qualquer.
nUse tiras de pano, ataduras ou cintos, sem apertar muito para não dificultar a circulação sanguínea.
COMO IMPROVISAR UMA TIPÓIA
nUtilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. Isto serve para sustentar um braço em casos de fratura de punho, antebraço, cotovelo, costelas ou clavícula.
nSó use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado